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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mudei o nome do meu blog para Simulacro Criativo, e no meu tumblr eu postei a musica pastiche de China, que fala sobre o significado de simulacro. Corre lá pra ver!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dinheiro não significa bom gosto...


Eu sempre soube disso, mas agora eu tenho a prova. Este cômodo sessentista/oitentista/barroco/pop/clássico/bordel/puteiro pertence a casa da Christina Aguilera. Pelo menos agora eu já sei que quando ela vier pelo Brasil ela vai adorar a estética das feiras daqui.

Quem quiser continuar se inspirando no excesso de inspiração da cantora é só correr lá no Petiscos , tem até uma galeria com outros cômodos ma-ra-vi-lho-sos!

Eu hein, pira paz, não quero mais!

terça-feira, 1 de junho de 2010

O caso Belo Monte

Rio Xingu - Onde seria construida a UHE de Belo Monte


Ontem, ás 19h a Unama juntamente com o Prof. Msc. Rogério Almeida e o Curso de Comunicação Social proporcionaram um debate de muito interessante com o tema "Modelo de desenvolvimento na Amazônia: O caso Belo Monte", aonde foi possível discutir abertamente a viabilidade e relevância do projeto da UHE de Belo Monte com:
Rodolfo Salm - PhD em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, professor da UFPA e que integrou a equipe do painel de especialistas que analisou as peças do licenciamento ambiental do projeto;
Dion Monteiro - economista, mestre em planejamento do desenvolvimentos pelo NAEA/UFPA, doutorando pela Universidade de Paris, integrante do Comitê Metropolitano do Xingu Vivo Para Sempre,
Nirvia Ravena - socióloga, doutora em ciência política pelo Institudo de Pesquisa do Rio de Janeiro, professora do NAEA/UFPA e da Unama, integrou a equipe do painel de especialistas que analisou as peças do licenciamento ambiental do projeto,
José Viana - engenheiro civil, presidente do CREA-PA e José Carlos - Comissão de Meio Ambiente da OAB.

O debate serviu para esclarecer muitas dúvidas e desmistificar a ideia de que o projeto é necessário e que contribuirá para o desenvolvimento da região (quem conhece Tucuruí sabe que UHE não trás tanto progresso assim).
Foram abordados vários pontos favoráveis e contrários a construção da UHE e os principais foram o fato de que essa construção não é para gerar energia para o Pará, e a porcentagem que seria para os auto produtores da região não está garantida já que eles não entraram no leilão; os métodos defasados (que segundo a Prof. Nirvia são de gestão empresarial e não de gestão ambiental) para analisar os impactos ambientais, ou seja, não se sabe ao certo os impactos ambientais que a região sofrerá; as 100 mil pessoas que desapropriadas, e segundo o governo irão para casas melhores, mas quem garante? (e repito, quem conhece Tucuruí sabe que não é bem assim); as tribos indígenas que segundo o relatório não serão afetadas, mas por estarem na região, inevitavelmente sofrerão também;

Os pontos favoráveis nem merecem ser citados, pois foram fracos, e eu percebi que os representantes do CREA e da OAB ficaram saindo pela tangente o tempo todo. Circundando o assunto com exemplos de progresso e geração de energias bem mais danosos para que as pessoas ali presentes ficassem pensando 'é, até que não é tão ruim assim', mas não funcionou.

Concordei plenamente com o Msc. Dion quando ele fala que esse projeto reforça aquele modelo de progresso exploratório dos tempos da colonização, em que o Pará é sempre visto como lugar para ser explorado para servir aos demais estados. Um modelo de desenvolvimento atrasado que vem se repetindo através dos anos.

As UHE não são energias limpas, são fábricas de metano, que é igual ou mais danosa que uma termoelétrica. Então, pra que tudo isso? Nós não precisamos dessa energia, dizer que haverá apagão sem essa energia é fazer terrorismo.
As mídias estão censurando as opiniões contra a UHE e muito do que vimos nos jornais e na TV não condiz com a realidade. O que esperar de uma obra que teve a licença prévia com 40 condicionantes? Previamente ela já é um problema. E com um leilão feito as pressas? Sem dúvida, existem muitos interessados financeiramente nisso tudo.

E encerro minhas observações sobre o debate com uma coisa que a Prof. Nirvia falou e serve não somente para esse tema, mas para muitos outros: Acreditem em informações não vinculadas.
Ás vezes a verdade não chega nos jornais. Mas claro, vamos filtrar essas informações. Bom senso sempre.

terça-feira, 27 de abril de 2010

E quem paga a conta?


Mirela Lacerda fez um post interessantíssimo no Modalogia sobre um assunto que pouco se debate, a ética.

Ela diz: "na semana passada comecei a me incomodar seriamente com algumas situações. Depois de ler a matéria sobre o mendigo chinês que virou ícone de estilo foi inevitável pensar em como não só a moda mas também a mídia são absurdamente irresponsáveis. Como assim se aponta uma pessoa tão desfavorecida e, ao que tudo indica, com problemas mentais, como ícone do “homeless chic”? Tudo bem que até John Galliano já se inspirou em sem-teto para fazer coleção de alta-costura, mas eleger uma pessoa que não faz a mínima idéia do que está acontecendo e vive sob as piores condições de vida é totalmente irresponsável e até cruel. "

Do mendigo chinês a Terry Rickardson, juro que a Tevi Gevinson é a que mais me incomoda.
O fato é que a fama, as mídias, o glamour não se responsabilizam por nada do que "criam". Cabe a nós, telespectadores desse indústria do espetáculo, termos bom senso.


O texto completo de Mirela esta aqui.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Luto, dor e desespero


Com referências a história e cheio de grandes conflitos, o filme O Anticristo de Lars Von Trier veio para chocar.
Dividido de uma forma diferente (sem as tradicionais partes 1, 2, 3...), não é somente nisso que ele se diferencia, mas também no roteiro perturbador.
Com cenas de sexo explícito e mutilações, o filme se mostra difícil de assistir e de "engolir".

O filme foi vaiado e aplaudido em Cannes e gerou várias críticas positivas e negativas, inclusive, a quem o posicione como filme para dar o que falar aos "cults". Será?

Eu gostei, mas de repente é pela minha necessidade de ver coisas diferentes do comum. Por não acreditar em um cinema cheio de regras e padrões pré-definidos, por acreditar num cinema que, como todas as coisas, sempre devem ser reinventadas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

E 2010?

Fim do ano está chegando, e como em todos os anos, sempre fico com aquela sensação de 'mais já!?'.
Estava fazendo o meu levantamento de leituras deste anos e cheguei a conclusão de que li beem menos do que no ano passado (em que li 44 livros). Fiquei me perguntando o que mudou e a conclusão de que TUDO mudou.
Ano passado foi o ano em que mais participei de palestras, encontros, cursos, vi vários filmes, peças de teatro, conheci muitas bandas legais e li vários livros. Foi um ano culturalmente relevante, devo assim dizer... Porém, eu ainda não trabalhava, só estudava mesmo. Comecei a trabalhar em Novembro do ano passado.
Esse ano além de trabalhar na Revista Alvo, eu trabalhei no FSM como imprensa pelo projeto da Belém Expandida e na parte de conscientização ambiental com o VEM, trabalhei na Alvo até Junho como produtora da revista, depois trabalhei uma semana como monitora no Peabiru na Semana do Meio Ambiente (também com conscientização ambiental), nos meses de outubro e novembro estive na FAMEP através da Andesa trabalhando na coordenação da equipe de mobilização do I Congresso das Cidades Amazônicas e agora (no mês de Novembro) estou trabalhando no Ministério Público para o projeto o Ministério Público e a Comunidade. Além disso este ano peguei uma monitoria muito legal na ExpoDesign e na coordenação de estrutura e logística no Erecom. Com tantos trabalhos, projetos, prazos, cobranças e cabelos em pé, era de se esperar que eu não tivesse tanto tempo para ler como no ano que se passou. Mas com certeza, profissionalmente eu ganhei muito mais este ano.
Ano que vem eu espero ler mais e trabalhar mais. Será que dá? Como será que vai ser 2010?

sábado, 19 de setembro de 2009

Zé Mayer

Na quarta-feira, dia 16, dia aparentemente normal, ligo computador, internet, orkut, gmail, msn, lastfm, myspace, yahoo, blog, twitter, gmail, orkut, twitter, orkut, twitter, gmail, twitter... êpa! O que é isso no twitter? ZÉ MAYER NOS TRENDING TOPICS! :O Isso mesmo minha gente, Zé Mayer foi um dos mais falados no twitter ainda no terceiro dia de novela. Olha só:


O mais engraçado disso tudo é que chegou uma hora que quando você clickava no TT do Zé Mayer, o que mais era twittado eram frases como "o que o zé mayer está fazendo nos tt's?".
Resumindo: o #zemayerfacts pegou e definitivamente ele é o nosso Kanye West.

terça-feira, 12 de maio de 2009

O cadáver publicitário


Terminei de ler o livro "A publicidade é um cadáver que nos sorri" do Oliviero Toscani (a cabeça por trás das campanhas da Benetton). Pra quem já viu as campanhas da Benetton, eu não preciso dizer que o cara é muito bom, mas se você não conhece, procure conhecer pois acredite, você não viu nada de publicidade se não conhece essas peças.

Elogios à parte, Toscani usa o livro para mostrar sua opinião sobre a publicidade e defender o ponto de vista usado em suas campanhas. Conta várias histórias de como suas campanhas foram censuradas e critica o modo de se fazer publicidade. Inclusive dedica o primeiro capítulo inteiro do livro para falar desde mundo fictício da indústria da propaganda. O mundo das pessoas magras, saudáveis, bonitas, sorridentes, bem sucedidas e de dentes brancos.
Se as artes já usam a estética da feiúra a muito tempo para criticar e questionar a realidade, porque a publicidade não pode fazer o mesmo?
Neste ponto concordo com Toscani, a publicidade não deve ser só um instrumento de venda de ideais mentirosos, ela também pode ser um instrumento de denúncia e formação de pensamento crítico.



Ele sempre trabalhou temas polêmicos, como racismo, aids, guerras e sexualidade. E sempre foi tratado como criminoso por isso, como um explorador do sofrimento alheio e não como um crítico do descaso. Se alguém comete um crime na propaganda, essas são as outras campanhas convencionais que cometem o "crime de inutilidade social, mentira, contra a inteligência, persuasão oculta, adoração as bobagens, exclusão e racismo, contra a paz civil, contra a criatividade e contra a linguagem".

"A publicidade não vende produtos, mas um modo de vida, um sistema social. Ela oferece o modelo padrão de existência ocidental feliz, com flocos de milho pela manhã, hambúrgueres ao meio dia, Ford para ir às compras e coca-cola para a sede de hoje." Publicidade eu te amo! E por isso acredito numa publicidade mais engajada, com senso crítico, que saiba utilizar o poder do mercado em favor do consumidor.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O que sai da tua realidade?

Este mês de abril foi bem corrido para mim, consegui participar de dois encontros de estudantes sem reprovar na faculdade ou ser demitida no trabalho.
De 17 a 21 de abril ocorreu o Encontro Regional de Estudantes de Comunicação Norte e Nordeste 3 (ERECOM)com o tema "O que sai da tua cartola?" - do qual eu era membro da comissão organizadora e de 20 a 24 de abril ocorreu a Expo Design Norte/Nordeste com o tema "Expondo realidade" - da qual eu era monitora.

A experiência que adquiri nos dois eventos se confundem, e só consigo pensar neles como um só, afinal os ideais estudantis são bem parecidos (pelo menos nas áreas de design e comunicação).
Percebi uma grande necessidade de se articular um movimento estudantil forte, discutir a questão do diploma, da grade curricular, as realidades, seja acadêmica, pós-acadêmica ou social e a vontade de se tornar bons profissionais.
Vi nos dois encontros trabalhos muito bons, estudantes engajados e também vi gente que só estava lá pelo certificado. Me misturei com gente de vários estados, do Piauí, Amazonas, Manaus, Ceará, até Pernambuco. Mas me misturei mais ainda com gente que queria crescer, aprender, trocar experiências e ser melhor, para fazer um trabalho melhor e transformar a nossa realidade.
Conheci muitas pessoas interessadas, viradas, que eu espero que não desistam e nem se corrompam com o mercado de trabalho.
Esses encontros me deram uma nova força e me fizeram perceber que dá pra fazer um bom trabalho visando o social sem morrer de fome! Sem contar que trabalhar em encontro de estudantes é bem legal. Agora, que venha o N Design Pernambuco! ou o Enecom?

BML.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

E agora?

A Discografias acabou. É, a LEI pressionou, e a comunidade foi fechada. Até isso acontecer eu não tinha percebido o quanto a minha vida musical dependia da mesma. Caramba, onde eu vou baixar CDs?
Dramas a parte, o orkut, pra mim, sempre foi uma ferramenta pra baixar CDs, seriados, filmes e de me manter informada sobre a agenda cultural da cidade. Se continuar desse jeito, ele vai perder sua principal característica, e o motivo pelo qual muitos o utilizam: para compartilhar.
Tirando as bandas independentes, ta difícil agora baixar musicas na internet. Tá, não ta tãããão difícil assim, mas perdeu a praticidade! Antes era só digitar o nome do artista no discografias e pronto :)
Já recriaram a comunidade, e agora tem um novo dono, mas ainda não tem o acervo que a Discografias tinha. E o forte da comunidade, sem duvida, era o acervo.

Será que o dono da comunidade tem culpa das pessoas se interessarem por trocar musicas? Ele deveria mesmo ser punido por gerenciar aquilo que acontece na internet inteira?
A troca de arquivos com direitos autorais acontece na internet inteira, em blogs, site, comunidades, foruns, grupos... A Discografias tinha muito destaque pois era a maior comunidade e melhor organizada. Mas até que ponto vai a culpa do dono da comunidade? Uma coisa eu sei, isso foi pressão das gravadores, artistas e empresários. E se tem uma coisa que me irrita, é ver a LEI sempre do lado dos mais fortes. E a população? Até onde vão os nossos direitos? Qual o problema de uma comunidade de compartilhamento? Daqui a pouco vão deletar as comunidades sobre filmes porque aquelas pessoas não compraram DVDs originais, e esse tipo de comentário incentiva a pirataria! Que é isso? Isso é ditadura!
Se os DVDs e CDs fossem baratos nós não compraríamos piratas. A culpa e do governo e seus impostos abusivos. Sim, pirataria é crime, mas só vender e comprar pirata que é crime. Baixar na internet e gravar para uso pessoal não é. Obstruir os meios do cidadão conseguir seus arquivos só vai fazer mais e mais ele recorrer ao pirateiro da esquina.

Essa discussão já é velha (desde a Napster), e acredito que as grandes empresas da industria fonográfica devem rever suas estratégias. O maior consumidor de musica é o jovem, e jovem não compra mais CD. Aprendam com bandas como o Radiohead. Eles sabem o que fazem.

(é, tô revolta, e de volta ao e-mule).

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Brega? Eu?

Tá, eu posso ser brega, mas eles são mais! Vocês já viram a grife dos dois? A Calypso Vest? pff!

quarta-feira, 4 de março de 2009

A Influência das Tecnologias

Eu estava refletindo esse fim de semana sobre como as tecnologias influenciam no nosso modo de agir. Eu sempre fui bem estressadinha, e dependendo do dia, qualquer coisa que me digam é motivo para eu desvirtuar e tomar como uma ofensa. Em período de TPM então, nem se fala!

No ultimo domingo, eu meio que discuti com um amigo meu, coisa boba, mas depois fiquei me perguntando ‘porque eu não desliguei o telefone na cara dele?’. Sim! Desligar o telefone na cara é o melhor modo de terminar uma discussão em grande estilo. Sempre adorei fazer isso, e curiosamente de uns anos pra cá isso não vem mais acontecendo, todas as brigas que acontecem eu não desligo mais na cara. Comecei a me perguntar e cheguei a seguinte conclusão: A culpa é do modelo do meu celular.





Atualmente eu só compro celulares de flip giratório, e os celulares de flip giratório, quando vc gira, ele não desliga a ligação. Ou seja, qual a graça de brigar e apertar um botãozinho ‘encerrar’ pra desligar a chamada? Por favor! Não é a mesma emoção de PÁ, bater o flip fechando o celular. É como se você tivesse batido o celular na cara da pessoa, é terapêutico, e eu recomendo. Usei celulares de flip por vários anos, e sempre fui adepta do ‘fechar o telefone na cara do outro’. Quem tem celular com flip sabe do que eu to falando.

Com isso cheguei a duas conclusões:
Eu acabo ficando mais calma, pois me despeço antes de desligar, e o meu próximo celular vai ter flip, aguardem! HAHAH(risada maléfica).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Metas Para 2009

Eu não posto aqui há milênios, eu sei. Mas o clima natalino/reveillon/parentes se abraçando/pessoas bêbadas/ roupas brancas me fez pensar no que eu espero de 2009. E aí vai minha listinha:

1. Terminar de assistir Battlestar Galactica
2. Emoldurar uns quadros pro meu quarto
3. Refazer minha tatuagem
4. Estudar mais fotografia
5. Estudar mais arte
6. Ver todos os meus filmes
7. Ler todos os meus livros
8. Tirar carteira de motorista
9. Viajar mais
10. Parar de beber
11. Ser mais ecologicamente correta
12. Voltar pra dança do ventre
13. Fazer aulas de Yoga
14. Terminar meus artigos
15. Apresentar trabalho em encontro de estudantes
16. Perder a vergonha de falar em público
17. Arranjar um estágio bacana
18. Comprar um mp3 player
19. Pagar a caixinha de formatura
20. Passar na seleção de Monitores de Fotografia

depois disso, acho que não tenho muitas ambições para 2009.