Mostrando postagens com marcador artigo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador artigo. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Arte e Filosofia


Estava perambulando por alguns sites de publicações acadêmicas e encontrei o site da revista ARTEFILOSOFIA, que é uma revista publicada pelo Instituto de Filosofia, Arte e Cultura (IFAC) da Universidade Federal de Ouro Pedro, ele reune vários artigos interessanteS na área de filosofia e arte. Valor super a pena dar uma olhada.

E claro, além de ler os artigos é bom dar uma olhadinha nas normas de publicação. A revista é semestral, ou seja, dá tempo de produzir para sair na próxima, alguem se habilita?

#eurecomendo

O site -> http://www.raf.ifac.ufop.br/

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Anti-ambientalismo

"É triste ver uma pessoa emitindo opiniões disparatadas, empregando argumentos falaciosos e usando retórica barata. Mais triste ainda é quando as palavras vêm de um cientista famoso e são publicadas num veículo de grande circulação, pois essas variáveis facilitam o uso dessas idéias para servir a interesses escusos. Refiro-me às opiniões anti-ambientalistas e a favor da usina de Belo Monte que o físico Rogério Cézar Cerqueira Leite emitiu no artigo “Belo Monte, a floresta e a árvore", publicado na Folha de São Paulo do dia 19 de maio.

Ele escreveu que uma das críticas dos “ecopalermas” à construção da usina seria o sacrifício de 500 km² de mata, “ou seja, a mesma área que, em média, tem sido desmatada a cada dois dias (sic) nos últimos anos, devido ao comércio de madeiras e à invasão da soja e do gado na Amazônia”. O nosso nobre físico está mal-informado (ou mal-intencionado, mas gostaria de não acreditar nesta hipótese) quanto a uma das principais críticas reais dos ambientalistas."


Esse é um trecho de um artigo publicado no Portal EcoDebate sobre o Caso Belo Monte intitulado Anti-ambientalismo a favor de Belo Monte de Rogerio Grassetto Teixeira da Cunha referente a um texto bem tendêncioso públicado na Folha de São Paulo, vale a pena ler.


Leia a matéria na íntegra aqui.

sábado, 29 de maio de 2010

Cult 146



"O paradoxo do amor reside justamente no fato de que o que falta ao amante é precisamente o que o amado não tem. Se Eros nasce de uma aspiração impossível, que é de dois fazer um, o ser humano inventa o mito do amor, sustentado na promessa de felicidade. E, enquanto isso não vem, o bem se transforma em mal, inaugurando uma escola de amor infeliz."
Trecho do texto de Nadiá Paulo Ferreira intitulado A infinidade de amores na dor de existir. A tradição
psicanalítica de compreensão do amor.

Hoje eu terminei de ler a revista Cult deste mês, li toda a revista, pois está tudo muito bom. A citação acima foi retirada de um texto do dossiê da revista. A revista tem o costume de ter dossiês, que são uma coletânea de textos sobre um determinado tema, dando uma aprofundada no assunto e nos mostrando suas várias abordagens e perspectivas. O dossiê deste mês na revista é sobre Amor, e tem um textos para se deliciar de tão interessantes.

Mas o que eu gostei bastante foi a entrevista com o Chico de Oliveira. Ele que é sociólogo e participou da criação do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Na entrevista ele dá sua opinião a respeito do governo do Brasil e conta porque saiu do PT. Na entrevista Chico diz que acha o governo Lula uma regressão política e que o PT faz a política voltar aos níveis da Primeira República. Ui!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Percepção, atitude e aprendizagem



Percepção é atribuir significado as coisas, tomar conhecimento de um objeto, sendo a primeira etapa do processamento da informação através dos sentidos. É a soma de diversas percepções, sendo influenciada por diversos fatores externos, como grau de exposição, grau de complexidade, afinidade, seletividade, grau de relevância e etc.
A percepção de um indivíduo depende de suas características pessoais como opiniões, valores, seu ambiente social, ou seja, os fatores psicológicos, sociológicos e antropológicos.
É o ato inicial da compra, quando vamos tocar, ver, analisar o produto com os nossos sentidos e relacioná-los com nossas experiências anteriores, podemos fazer isto também através dos anúncios publicitários que com suas sugestões nos levam a perceber as mais variadas coisas sobre os produtos. Este ato de perceber o produto é que nos dará suporte para os outros momentos que nos levarão ou não a compra.



O ato de compra resulta da ação simultânea de fatores internos e externos. Uma atitude é uma inclinação, uma manifestação de suas preferências.
Um consumidor pode ter atitudes positivas ou negativas baseadas nos mais variados significados, como por seus conhecimentos adquiridos sobre o produto, por recompensas que ele acredita que receberá ao consumi-lo, pela emoção que o produto lhe trás, por nostalgia, dentre outros.
É importante ressaltar que a atitude não é a mesma coisas que comportamento, a atitude não é observável como o comportamento, e é ela que condiciona a escolha, porém não é somente ela que leva a compra, existem fatores externos.



Segundo Dubois, a teoria da aprendizagem depende dos processos mentais internos do indivíduo. Ela é relacionada a solução de um problema com as informações disponíveis.
A aprendizagem se dará no caso de produtos caros, consumidos pela primeira vez ou duráveis.
Quando vamos comprar uma marca de sabonete diferente da que estamos habituados, e verificamos a existência de um sabonete que é 50% mais caro do que o que estamos habituados a consumir, mas o compramos mesmo assim, já que além de possuímos esse dinheiro a mais disponível, o produto se mostrou interessante, e outros fatores também se mostraram favoráveis. Ao consumi-lo, na hora do banho, o produto se mostra com melhor aroma, mais durável e julgamos que aquele sabonete mais caro é bem melhor que o que consumimos normalmente. Isso é aprendizagem, o modo com através de nossos conhecimentos e valores chegamos a uma conclusão sobre uma determinada coisa.

Percepção, atitudes e aprendizagem são alguns fatores que interferem muito no consumo e devem ser levados em consideração na hora de elaborar o produto e a comunicação do mesmo. São fatores que devem ser discutidos para aprimoramento e tornar o produto sempre uma boa escolha para o cliente.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Por unhas com menos brilho

Que os esmaltes mate são a obsessão dos salões antenado, nós já sabemos. As marcas da hi-society já lançaram os seus a vários meses, e a Impala e a Risqué (marcas das garotas humildes e salões classe média) lançaram os seus em fevereiro. Ficarei feliz? Nem tanto. Levando em consideração que as novas linhas de esmaltes demoram um média de três meses para chegar aqui em Belém do Pará (ISSO MESMO, 3 MESES!), de repente em maio eu estarei com as unhas fosquinhas.

Nem com o matt plus da Big Universo posso me contentar já que essa marca não existe na cidade.
Em resumo; será como sempre foi, quando todo o mundo estiver cansado de usar um tal esmalte é que eu vou conseguir o meu. Ó vida cruel!
Nota atualizada: a Ju disse que tem Big Universo no comércio e já chegou a linha Mattefluors da Impala também. Pena que essas cores nem estão mais tãããão na moda.
Vou esperar chegar o da Risqué, to louca pelo azul fosquinho :)

sexta-feira, 26 de março de 2010

O Consumo por Classes


Percebe-se claramente o quanto que as classes sociais influenciam no consumo, mas para entender essas diferenças no consumo é preciso entender a classe social.
Segundo Dussart (1983) classe social é uma divisão relativamente homogênea e permanente de uma sociedade, no seio da qual é possível classificar indivíduos ou famílias que compartilham valores, modos de vida, interesses e comportamentos de consumo.

Segundo Georges Gurvich (1966) as classes sociais são “grupos específicos de grande envergadura, que representam macrocosmos de grupamentos subalternos, macrocosmos cuja unidade é fundamentada sobre uma superfuncionalidade, sua resistência a penetração pela sociedade global, sua incompatibilidade radical entre eles, sua estruturação arrojada, implicando consciência coletiva predominante e obras culturais específicas”.

As classes sociais são grandes agregações, hierarquizadas, evolutivas, multidimensionais e relativamente homogêneas. Ou seja, por serem grandes grupos a comunicação entre eles não é completa, nem direta, as compras ao atos simbólicos, os produtos reforçam suas posições sociais. Nas classes sociais as pessoas se comportam com uma noção de superioridade ou de inferioridade, mas por essas posições não serem permanentes membros de classes inferiores tentam subir na escala social, e adquirem produtos que simbolizem isso. São medidas de várias formas, pelo grau de escolaridade, pela cultura, pelo cargo profissional e etc, não só pela renda. E os membros de uma mesmas classe possuem comportamentos parecidos, se vestem de forma semelhante, compartilham do mesmo sistema de valor e possuem os mesmos centros de interesse, que servem para apontar adesão ao grupo e marcar território.
Para se medir uma classe social existem vários métodos, o da autodefinição, da reputação, o de Karl Marx, Max Weber, de Loyd Warner, de Holligshead e Reidlich, de Coleman o ABA/Abipeme e etc, mas todos acabam usando principios parecidos, que são: tipo de habitação, zona de residência, grau de escolaridade, renda, profissão e aquisição de bens materiais.

Vários estudos estabeleram uma ligação entre a classe e o comportamento de compra, e os pontos mais relevantes foram:
Os produtos possuem valor social, por isso o nível de consumo de um determinado produto varia por classe.
A classe social também influencia no modo de compra. Como exemplo, temos a classe inferior que compra no cartão para retardar o pagamento e a classe superior que compra no cartão por comodidade. Ou ainda a classe superior que prefere as boutiques e lojas especializadas e a classe inferior que prefere as lojas de proximidade e grandes feiras.

Percebe-se com esse estudo que a classe social é um fator extremamente relevante na publicidade e propaganda, pois precisamos entender essas classes para segmentar de forma adequada o produto e/ou serviço que pretendemos divulgar. Cada classe se comunica de uma forma e é preciso entender a linguagem de cada classe para elaborarmos a melhor estratégia para esse grupo.

Estilo de Vida



O estilo de vida nos proporciona um esclarecimento complementar e interessante já que é determinado por elementos como a cultura, os valores morais e os simbolismos dos objetos.

Para conhecer um comportamento de consumo as variáveis sociodemográficas e as classes sociais nos proporcionam uma visão parcial, e o estilo de vida, apesar de não ter uma base teórica, serve para somar nesses estudos de comportamento do consumidor.

O estilo de vida busca entender o consumo com base no que as pessoas fazem e pensam dentro de várias situações.
Existem várias abordagens para a classificação de estilo de vida, a por valores (VALS), por produtos, e a por atividades, interesses e opiniões (AIO). Abordagens que são criticadas por possuir quadro conceitual pouco rígido, resultados instáveis, fraco poder de previsão e instrumentos de medidas pouco confiáveis.

Mesmo que a fiabilidade e a validade não sejam perfeitamente estabelecidas, os dados de estilo de vida servem para auxiliar na definição de posicionamento e na segmentação de produtos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Monumento a um jovem monolito

Estava lendo uns blogs e quando entro no blog dos Malvados me deparo com esse texto, que apesar de não ser nada original ficar postando texto dos outros no seu blog, ele merece estar por aqui, ai vai:

monumentoaojovemmonolito

Aos completar trinta anos, você ganhará os olhos duros dos sobreviventes. Só verá sua amada na parte da manhã e da noite, só encontrará seus pais de vinte em vinte dias. E quando seus velhos morrerem, você ganhará um dia de folga para soluçar e gritar que deveria ter ficado mais próximo deles. Sorria, você é um jovem monolito e a vida vai ser pedrada. O trabalho é uma grande cadeia e você sentirá muito alívio por ter uma. A cadeia engrandece o homem. E o sangue do dinheiro tem poder. Reze. Reze ajoelhado por uma carreira, dê a sua vida por ela. Viva como todo mundo vive, você não é melhor que ninguém. Porque o dinheiro move montanhas, o dinheiro é a igreja que lhe dará o céu. Sorria, você é um jovem monolito e o mundo é uma pedreira. Eles irão moer você todinho. De brinde, muitos domingos para chorar sua falta de tempo ou operar uma tendinite. Nas terríveis noites de domingo, beba. Beba para conseguir dormir e abraçar mais uma monstruosa segunda-feira. Aquela segunda-feira que deixa cacetes moles e xoxotas secas para sempre. A vida é uma grande seca, mas ninguém sente calor: Nas salas refrigeradas, seus colegas de trabalho fabricam informação e, frios, sonham com o dia dez do próximo mês. Você é o Babaca do Dia Dez, não há como mudar o seu próprio destino. Babaca que acorda assustado, porque ninguém deve atrasar mais de vinte e cinco minutos. Eles descontam em folha e você é refém da folha, do salário, do medo. Ninguém tem o direito de ser feliz, mas você ganhará a sua esmola de seis feriados por ano. E todos nós vamos enfrentar, juntos, um imenso engarrafamento até a praia. Para fingir que ainda estamos vivos. Para mostrar que ainda somos capazes de sentir prazer. Para tomar um porre de caipirinha sentado em uma cadeirinha de praia. É uma grande solução. E você ainda ganhará quinze dias de férias para consertar a persiana, pagar contas, fazer uma bateria de exames. Ninguém quer morrer do coração, ninguém quer viver de coração. Eu não duvido da sua capacidade de vencer: Lembre disso no primeiro divórcio, no primeiro infarto, no primeiro AVC.

Texto tirado do blog dos Malvados


Eu admito, sou mesmo um jovem monolito, e você?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

É preciso agir agora!

por Ana Echevenguá


Cada homem é um ser social e sua sobrevivência depende do meio ambiente que o cerca. Ou seja, o homem da cidade precisa do arroz e da alface plantados pelo homem do campo. Partindo dessas premissas, podemos concluir que as lutas sociais prescindem de lutas ambientais já que buscam o mesmo objetivo: a sadia qualidade de vida de todos.

“O mundo de daqui a cinco décadas simplesmente não pode ser mantido com os atuais padrões de produção e consumo (…) Uma ampla transformação – começando nos países ricos – será necessária para assegurar que os pobres tenham a oportunidade de participar e que o meio ambiente não seja danificado de uma forma que arruíne gradualmente as oportunidades do futuro.”

Estas palavras não foram extraídas de um discurso de um ecochato. Ou de ‘O Capital’, de Karl Marx. Foram proferidas, em outubro de 2006, por Nicholas Stern, economista inglês, ex-economista-chefe do Banco Mundial, autor do “Relatório Stern”* que afirma que o prejuízo com o aquecimento do planeta é muito maior do que se imagina. E faz um alerta urgente: “É preciso agir agora”.

Leia completo em Ecodebate.