Mostrando postagens com marcador ecologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ecologia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Anti-ambientalismo

"É triste ver uma pessoa emitindo opiniões disparatadas, empregando argumentos falaciosos e usando retórica barata. Mais triste ainda é quando as palavras vêm de um cientista famoso e são publicadas num veículo de grande circulação, pois essas variáveis facilitam o uso dessas idéias para servir a interesses escusos. Refiro-me às opiniões anti-ambientalistas e a favor da usina de Belo Monte que o físico Rogério Cézar Cerqueira Leite emitiu no artigo “Belo Monte, a floresta e a árvore", publicado na Folha de São Paulo do dia 19 de maio.

Ele escreveu que uma das críticas dos “ecopalermas” à construção da usina seria o sacrifício de 500 km² de mata, “ou seja, a mesma área que, em média, tem sido desmatada a cada dois dias (sic) nos últimos anos, devido ao comércio de madeiras e à invasão da soja e do gado na Amazônia”. O nosso nobre físico está mal-informado (ou mal-intencionado, mas gostaria de não acreditar nesta hipótese) quanto a uma das principais críticas reais dos ambientalistas."


Esse é um trecho de um artigo publicado no Portal EcoDebate sobre o Caso Belo Monte intitulado Anti-ambientalismo a favor de Belo Monte de Rogerio Grassetto Teixeira da Cunha referente a um texto bem tendêncioso públicado na Folha de São Paulo, vale a pena ler.


Leia a matéria na íntegra aqui.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O caso Belo Monte

Rio Xingu - Onde seria construida a UHE de Belo Monte


Ontem, ás 19h a Unama juntamente com o Prof. Msc. Rogério Almeida e o Curso de Comunicação Social proporcionaram um debate de muito interessante com o tema "Modelo de desenvolvimento na Amazônia: O caso Belo Monte", aonde foi possível discutir abertamente a viabilidade e relevância do projeto da UHE de Belo Monte com:
Rodolfo Salm - PhD em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, professor da UFPA e que integrou a equipe do painel de especialistas que analisou as peças do licenciamento ambiental do projeto;
Dion Monteiro - economista, mestre em planejamento do desenvolvimentos pelo NAEA/UFPA, doutorando pela Universidade de Paris, integrante do Comitê Metropolitano do Xingu Vivo Para Sempre,
Nirvia Ravena - socióloga, doutora em ciência política pelo Institudo de Pesquisa do Rio de Janeiro, professora do NAEA/UFPA e da Unama, integrou a equipe do painel de especialistas que analisou as peças do licenciamento ambiental do projeto,
José Viana - engenheiro civil, presidente do CREA-PA e José Carlos - Comissão de Meio Ambiente da OAB.

O debate serviu para esclarecer muitas dúvidas e desmistificar a ideia de que o projeto é necessário e que contribuirá para o desenvolvimento da região (quem conhece Tucuruí sabe que UHE não trás tanto progresso assim).
Foram abordados vários pontos favoráveis e contrários a construção da UHE e os principais foram o fato de que essa construção não é para gerar energia para o Pará, e a porcentagem que seria para os auto produtores da região não está garantida já que eles não entraram no leilão; os métodos defasados (que segundo a Prof. Nirvia são de gestão empresarial e não de gestão ambiental) para analisar os impactos ambientais, ou seja, não se sabe ao certo os impactos ambientais que a região sofrerá; as 100 mil pessoas que desapropriadas, e segundo o governo irão para casas melhores, mas quem garante? (e repito, quem conhece Tucuruí sabe que não é bem assim); as tribos indígenas que segundo o relatório não serão afetadas, mas por estarem na região, inevitavelmente sofrerão também;

Os pontos favoráveis nem merecem ser citados, pois foram fracos, e eu percebi que os representantes do CREA e da OAB ficaram saindo pela tangente o tempo todo. Circundando o assunto com exemplos de progresso e geração de energias bem mais danosos para que as pessoas ali presentes ficassem pensando 'é, até que não é tão ruim assim', mas não funcionou.

Concordei plenamente com o Msc. Dion quando ele fala que esse projeto reforça aquele modelo de progresso exploratório dos tempos da colonização, em que o Pará é sempre visto como lugar para ser explorado para servir aos demais estados. Um modelo de desenvolvimento atrasado que vem se repetindo através dos anos.

As UHE não são energias limpas, são fábricas de metano, que é igual ou mais danosa que uma termoelétrica. Então, pra que tudo isso? Nós não precisamos dessa energia, dizer que haverá apagão sem essa energia é fazer terrorismo.
As mídias estão censurando as opiniões contra a UHE e muito do que vimos nos jornais e na TV não condiz com a realidade. O que esperar de uma obra que teve a licença prévia com 40 condicionantes? Previamente ela já é um problema. E com um leilão feito as pressas? Sem dúvida, existem muitos interessados financeiramente nisso tudo.

E encerro minhas observações sobre o debate com uma coisa que a Prof. Nirvia falou e serve não somente para esse tema, mas para muitos outros: Acreditem em informações não vinculadas.
Ás vezes a verdade não chega nos jornais. Mas claro, vamos filtrar essas informações. Bom senso sempre.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Hora de Quem?

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDSkGbFhbFrtTcf_a8An9VgcK-xIKasnO4QIlS6xZabaCX8aFNO_YC3iLMb6RGjT1aZ7oMka4v2ikmlnpQDh-e_JlTkBcVGt14g54c0XwemNVNUAz0AKWgArqMgSG9YdlY6l1247EPDHs/s400/hora-do-planeta.jpg


A Hora do Planeta aconteceu em Belém, mas foi uma pena que os meios de comunicação da região não se mobilizaram em divulgar o evento. O resultado foram ações isoladas em pontos turísticos.

O “Earth Hour” 2009 (Hora do Planeta) é um ato simbólico promovido pela WWF, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas.
O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.
Em Belém, o Mercado de São Brás, o Parque Zoobotânico Bosque Rodrigues Alves e o histórico Mercado Ver-o-Peso tiveram suas luzes apagadas, porém, muita gente acredita que apenas faltou luz já que é comum a Celpa prestar péssimos serviços à região.

Passei pelo mercado de São Brás por volta das 19h e vi que estava acontecendo um show, havia banner da Hora do Planeta e umas 40 pessoas por lá, mas não sei nada sobre os acontecimentos depois e nem o que aconteceu nos demais pontos. Também não conheço ninguém que tenha ido para esses lugares, ou que tenha apagado as luzes de suas casas. E vocês? O evento foi bem sucedido por aí?

Pra mim, aqui foi um problema de comunicação, já que a divulgação foi via internet e em Belém isso é realidade para poucos.


Mas houveram ações interessantissimas no mundo todo, uma delas foi empresas como a Arla Foods que apoiou o evento até nas suas embalagens:


http://comunicadores.info/wp-content/uploads/2009/03/arla_black_milk.jpg


Na embalagem continha informações sobre o evento e dicas sobre como preservar o meio ambiente.

domingo, 22 de março de 2009

Dia Mundial da Água


A World Without Water from senseisoke on Vimeo.

Hoje é o Dia Mundial da Água, e o tema deste ano "enfatizará as questões relacionadas às águas compartilhadas entre nações. Pessoas de todo o mundo estão convidadas a celebrar este dia ressaltando a importância dos desafios mundiais de compartilhar a água e oportunidades".

Cerca de 1/3 da população mundial vive sem acesso pleno à água. Em 40 anos estima-se que metade do planeta sofrerá dessa escassez. Do jeito que estamos poluindo mares, rios, aquíferos, lagos, matas e ar, esse número só aumentará assustadoramente (principalmente na África e Ásia).

Sem duvida, hoje é um dia para se pensar um pouco no que estamos fazendo em relação a isso tudo e discutir a tal da sustentabilidade.