terça-feira, 29 de junho de 2010

"Para mudar a realidade é preciso primeiro entendê-la"


Essa é a frase que marca o filme intitulado Em teu Nome. O filme aborda a história real de João Carlos Bona Garcia (Boni), um militante comunista e guerrilheiro. Com roteiro e direção de Paulo Nascimento, a película retrata muito bem a transformação pela qual as pessoas e o país passaram nos anos de ditadura na década de 70.

Dramático, consegue passar todo a insegurança e desejos de Boni. A "sinuca" que ele se encontrava entre a família e a namorada e a militância, porém com a sua prisão a sua vida sofre uma reviravolta marcada de muito sofrimento, angustia, tristeza, mas principalmente esperança, superação e aprendizagem.


O filme é ganhador de quatro Kikitos: melhor diretor, melhor ator, melhor música e prêmio especial do júri no 37º Festival de Cinema de Gramado, participou da mostra competitiva do Amazonas Film Festival 2009 e do 17º Raindance Film Festival ( Londres).



Eu gostei. Vale a pena ver! #ficadica

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Tendência Verão

Na foto: Rosa Chá e Neon

Alguém duvida que o verão será a estação das transparências? Eu não.

Arte e Filosofia


Estava perambulando por alguns sites de publicações acadêmicas e encontrei o site da revista ARTEFILOSOFIA, que é uma revista publicada pelo Instituto de Filosofia, Arte e Cultura (IFAC) da Universidade Federal de Ouro Pedro, ele reune vários artigos interessanteS na área de filosofia e arte. Valor super a pena dar uma olhada.

E claro, além de ler os artigos é bom dar uma olhadinha nas normas de publicação. A revista é semestral, ou seja, dá tempo de produzir para sair na próxima, alguem se habilita?

#eurecomendo

O site -> http://www.raf.ifac.ufop.br/

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Um ser imortal


Turritopsis nutricula – fotografado por Peter Schuchert


"Conheça o único ser imortal que se tem notícia por enquanto em nosso planeta. Trata-se de uma espécie de água-viva que pode reverter da fase de maturidade sexual para a de pólipo e depois voltar a seu bel prazer. E ele faz isso com seu corpo inteiro. Já imaginou? Decidir aos 50 anos voltar a forma física de 18 e começar tudo de novo? Só sendo uma água-viva mesmo. Cientistas não sabem precisar qual a expectativa de vida destes seres pois eles decidem o seu próprio rumo. Ficou com inveja?"


Via Pipoca de Bits

Anti-ambientalismo

"É triste ver uma pessoa emitindo opiniões disparatadas, empregando argumentos falaciosos e usando retórica barata. Mais triste ainda é quando as palavras vêm de um cientista famoso e são publicadas num veículo de grande circulação, pois essas variáveis facilitam o uso dessas idéias para servir a interesses escusos. Refiro-me às opiniões anti-ambientalistas e a favor da usina de Belo Monte que o físico Rogério Cézar Cerqueira Leite emitiu no artigo “Belo Monte, a floresta e a árvore", publicado na Folha de São Paulo do dia 19 de maio.

Ele escreveu que uma das críticas dos “ecopalermas” à construção da usina seria o sacrifício de 500 km² de mata, “ou seja, a mesma área que, em média, tem sido desmatada a cada dois dias (sic) nos últimos anos, devido ao comércio de madeiras e à invasão da soja e do gado na Amazônia”. O nosso nobre físico está mal-informado (ou mal-intencionado, mas gostaria de não acreditar nesta hipótese) quanto a uma das principais críticas reais dos ambientalistas."


Esse é um trecho de um artigo publicado no Portal EcoDebate sobre o Caso Belo Monte intitulado Anti-ambientalismo a favor de Belo Monte de Rogerio Grassetto Teixeira da Cunha referente a um texto bem tendêncioso públicado na Folha de São Paulo, vale a pena ler.


Leia a matéria na íntegra aqui.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O caso Belo Monte

Rio Xingu - Onde seria construida a UHE de Belo Monte


Ontem, ás 19h a Unama juntamente com o Prof. Msc. Rogério Almeida e o Curso de Comunicação Social proporcionaram um debate de muito interessante com o tema "Modelo de desenvolvimento na Amazônia: O caso Belo Monte", aonde foi possível discutir abertamente a viabilidade e relevância do projeto da UHE de Belo Monte com:
Rodolfo Salm - PhD em Ciências Ambientais pela Universidade de East Anglia, professor da UFPA e que integrou a equipe do painel de especialistas que analisou as peças do licenciamento ambiental do projeto;
Dion Monteiro - economista, mestre em planejamento do desenvolvimentos pelo NAEA/UFPA, doutorando pela Universidade de Paris, integrante do Comitê Metropolitano do Xingu Vivo Para Sempre,
Nirvia Ravena - socióloga, doutora em ciência política pelo Institudo de Pesquisa do Rio de Janeiro, professora do NAEA/UFPA e da Unama, integrou a equipe do painel de especialistas que analisou as peças do licenciamento ambiental do projeto,
José Viana - engenheiro civil, presidente do CREA-PA e José Carlos - Comissão de Meio Ambiente da OAB.

O debate serviu para esclarecer muitas dúvidas e desmistificar a ideia de que o projeto é necessário e que contribuirá para o desenvolvimento da região (quem conhece Tucuruí sabe que UHE não trás tanto progresso assim).
Foram abordados vários pontos favoráveis e contrários a construção da UHE e os principais foram o fato de que essa construção não é para gerar energia para o Pará, e a porcentagem que seria para os auto produtores da região não está garantida já que eles não entraram no leilão; os métodos defasados (que segundo a Prof. Nirvia são de gestão empresarial e não de gestão ambiental) para analisar os impactos ambientais, ou seja, não se sabe ao certo os impactos ambientais que a região sofrerá; as 100 mil pessoas que desapropriadas, e segundo o governo irão para casas melhores, mas quem garante? (e repito, quem conhece Tucuruí sabe que não é bem assim); as tribos indígenas que segundo o relatório não serão afetadas, mas por estarem na região, inevitavelmente sofrerão também;

Os pontos favoráveis nem merecem ser citados, pois foram fracos, e eu percebi que os representantes do CREA e da OAB ficaram saindo pela tangente o tempo todo. Circundando o assunto com exemplos de progresso e geração de energias bem mais danosos para que as pessoas ali presentes ficassem pensando 'é, até que não é tão ruim assim', mas não funcionou.

Concordei plenamente com o Msc. Dion quando ele fala que esse projeto reforça aquele modelo de progresso exploratório dos tempos da colonização, em que o Pará é sempre visto como lugar para ser explorado para servir aos demais estados. Um modelo de desenvolvimento atrasado que vem se repetindo através dos anos.

As UHE não são energias limpas, são fábricas de metano, que é igual ou mais danosa que uma termoelétrica. Então, pra que tudo isso? Nós não precisamos dessa energia, dizer que haverá apagão sem essa energia é fazer terrorismo.
As mídias estão censurando as opiniões contra a UHE e muito do que vimos nos jornais e na TV não condiz com a realidade. O que esperar de uma obra que teve a licença prévia com 40 condicionantes? Previamente ela já é um problema. E com um leilão feito as pressas? Sem dúvida, existem muitos interessados financeiramente nisso tudo.

E encerro minhas observações sobre o debate com uma coisa que a Prof. Nirvia falou e serve não somente para esse tema, mas para muitos outros: Acreditem em informações não vinculadas.
Ás vezes a verdade não chega nos jornais. Mas claro, vamos filtrar essas informações. Bom senso sempre.

sábado, 29 de maio de 2010

Cult 146



"O paradoxo do amor reside justamente no fato de que o que falta ao amante é precisamente o que o amado não tem. Se Eros nasce de uma aspiração impossível, que é de dois fazer um, o ser humano inventa o mito do amor, sustentado na promessa de felicidade. E, enquanto isso não vem, o bem se transforma em mal, inaugurando uma escola de amor infeliz."
Trecho do texto de Nadiá Paulo Ferreira intitulado A infinidade de amores na dor de existir. A tradição
psicanalítica de compreensão do amor.

Hoje eu terminei de ler a revista Cult deste mês, li toda a revista, pois está tudo muito bom. A citação acima foi retirada de um texto do dossiê da revista. A revista tem o costume de ter dossiês, que são uma coletânea de textos sobre um determinado tema, dando uma aprofundada no assunto e nos mostrando suas várias abordagens e perspectivas. O dossiê deste mês na revista é sobre Amor, e tem um textos para se deliciar de tão interessantes.

Mas o que eu gostei bastante foi a entrevista com o Chico de Oliveira. Ele que é sociólogo e participou da criação do Partido dos Trabalhadores e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Na entrevista ele dá sua opinião a respeito do governo do Brasil e conta porque saiu do PT. Na entrevista Chico diz que acha o governo Lula uma regressão política e que o PT faz a política voltar aos níveis da Primeira República. Ui!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Surrealismo no SPFW



Com o meu radar sempre ligado em coisas diferentes não posso deixar passar batido os hits surrealistas do inverno 2010: vestido-mesa de Samuel Cirnansck, chapéu-passaro de Lino Vilaventura, além dos acessórios de Louis Vuitton.



Dudu Bertholini e Rita Comparato da Neon com vestidos em forma de tucanos, araras, cavalos...



"Para vender é preciso emocionar" diz Cirnansck. Eu concordo e adoooro!

terça-feira, 27 de abril de 2010

E quem paga a conta?


Mirela Lacerda fez um post interessantíssimo no Modalogia sobre um assunto que pouco se debate, a ética.

Ela diz: "na semana passada comecei a me incomodar seriamente com algumas situações. Depois de ler a matéria sobre o mendigo chinês que virou ícone de estilo foi inevitável pensar em como não só a moda mas também a mídia são absurdamente irresponsáveis. Como assim se aponta uma pessoa tão desfavorecida e, ao que tudo indica, com problemas mentais, como ícone do “homeless chic”? Tudo bem que até John Galliano já se inspirou em sem-teto para fazer coleção de alta-costura, mas eleger uma pessoa que não faz a mínima idéia do que está acontecendo e vive sob as piores condições de vida é totalmente irresponsável e até cruel. "

Do mendigo chinês a Terry Rickardson, juro que a Tevi Gevinson é a que mais me incomoda.
O fato é que a fama, as mídias, o glamour não se responsabilizam por nada do que "criam". Cabe a nós, telespectadores desse indústria do espetáculo, termos bom senso.


O texto completo de Mirela esta aqui.

sábado, 24 de abril de 2010

Eis que Tim Burton me orgulha mais uma vez


Acabei de chegar do cinema, fui ver Alice no País das Maravilhas do Tim Burton e simplesmente amei o filme. Para quem estava esperando um filme supreendente pode ter se decepcionado, mas como já entendi mais ou menos como Tim Burton trabalha, eu esperava algo diferente. Algo acima da média, claro, um filme meio doido, e o foi o que eu tive. Eu estava esperando uma versão filme do desenho, mas não, temos outra história da Alice, de uma Alice mais velha que quase não se lembra mais de seus passeios no "país das maravilhas".
Quem já leu o livro (seja Alice no País das Maravilhas ou Alice no País do Espelho), ou já viu o desenho, sabe que a obra de Lewis Carroll é quase uma viagem lisérgica, e é o que o torna tão singular. Não é atôa que temos tantos LSDs homenagem a Alice, o gato... Bom, mas isso é outro assunto.
Tim Burton com toda a sua característica sombria e surrealista consegue passar essa loucura, característica marcante da obra, com grande maestria sem perder a referência, mas colocando sua própria personalidade.
O filme mostra que na verdade a Alice nunca esteve sonhando, como o autor sugere tanto no livro quanto no desenho, mas o filme muda isso mostrando que aquele mundo existe sim. Mostra um chapeleiro MARAVILHOSO, enlouquecidíssimo, que só me faz entender cada vez mais porque o Johnny Depp se tornou o queridinho de Burton.
E o que é a Rainha Vermelha? Helena Bonham Carter se mostrou ótima atriz, e com um figurino muito bom. Na verdade todo o figurino do filme é muito bom! Os vestidos da Alice, os chapéus que o chapeleiro faz... E a maquiagem? Os serviçais da rainha, com narizes, queixos e testas enormes, o chapeleiro que muda a intensidade das cores ao redor dos olhos conforme o humor... E eu simplesmente adorei a sombra azul nos olhos da Rainha Vermelha. O filme é rico de detalhes maravilhosos e de uma estética que me agrada demais.
Admito que tenho quase todos os filmes do Tim Burton estão na minha lista de favoritos (que são constituidos de filmes que eu assistiria várias e várias vezes sem pestanejar), e esse vai pra ela também, sem dúvida.
Depois de um filme tão louco, feito por um diretor tão louco (com direito a dancinha birraza do chapeleiro); para completar, os créditos principais do filme passam dentro de arabescos nos quais crescem cogumelos e plantas alucinógenas, que cá entre nós, não é mera coincidência.



Detalhe: diferente de várias pessoas, eu não assisti em 3D. Pois, em BELÉM NÃO TEM CINEMA 3D (e eu jamais irei me conformar com isso).